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Acionistas processam conselho da Uber por suposta negligência em casos de assédio e agressão sexual

Acionistas alegam que conselho ignorou alertas sobre falhas de conformidade, resultando em milhares de ações judiciais.

G1 - Tecnologia· Nacional· Por Thiago · BlueNews· 22 de junho de 2026
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Acionistas processam conselho da Uber por suposta negligência em casos de assédio e agressão sexual

Acionistas processam conselho da Uber por suposta negligência em casos de assédio e agressão sexual

O conselho de administração da Uber Technologies foi alvo de uma ação judicial nesta segunda-feira (22), movida por acionistas que acusam a gestão e seus diretores de permitirem que a empresa negligenciasse normas de conformidade. Segundo a queixa, apresentada no tribunal federal de San Francisco, essa falha teria resultado em milhares de ações judiciais de vítimas de agressão sexual e assédio cometidos por motoristas da plataforma.

Os investidores, liderados pelo Sistema de Aposentadoria da Polícia e dos Bombeiros da Cidade de Detroit, afirmam que os membros do conselho ignoraram alertas internos e externos sobre a suposta falha da Uber em lidar com os casos de abuso. A ação também menciona que a empresa enfrenta litígios do governo federal por se recusar a atender passageiros com deficiência e por adotar práticas enganosas de cobrança. Até 1º de junho, a Uber acumulava 3.571 processos relacionados a conduta sexual imprópria de motoristas.

A chamada ação derivativa busca obrigar os diretores a indenizar a empresa por violações de deveres fiduciários e da legislação federal de valores mobiliários. O presidente-executivo, Dara Khosrowshahi, está entre os réus, sendo acusado de manter práticas de economia no cumprimento de normas. A Uber não comentou o caso, e as ações da empresa acumulam queda superior a 25% desde o pico registrado em setembro.

Análise Editorial & Contexto

A ação derivativa movida contra o conselho da Uber representa um desdobramento significativo no escrutínio corporativo sobre governança e responsabilidade fiduciária. O caso expõe uma tensão fundamental entre a busca por crescimento agressivo e a implementação de controles internos robustos, especialmente em questões de segurança e conformidade regulatória. A alegação de que a empresa é uma "infratora reincidente" sugere um padrão sistêmico de negligência que pode ter implicações financeiras e reputacionais de longo prazo, como evidenciado pela queda de mais de 25% no valor das ações desde setembro. Este processo também destaca o papel ativo de investidores institucionais, como fundos de pensão, em responsabilizar a alta administração por falhas de supervisão, um movimento que pode estabelecer precedentes para outras empresas de tecnologia que operam em setores com alto risco de litígios.

Fonte & Referência:G1 - Tecnologia

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