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Justiça

Defesa diz que investigação da morte de Gritzbach foi manipulada

Defesa alega que acusação contra policiais foi forjada para acobertar verdadeiros mandantes do crime.

Agência Brasil· Nacional· Por Thiago · BlueNews· 22 de junho de 2026
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Defesa diz que investigação da morte de Gritzbach foi manipulada

Julgamento dos PMs acusados de matar delator do PCC começa em Guarulhos

O Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo, amanheceu sob forte esquema de segurança para o início do julgamento de três policiais militares acusados de participar do assassinato do empresário e delator Vinicius Gritzbach. O crime ocorreu em novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, e também vitimou o motorista de aplicativo Celso Novais, que passava pelo local. A previsão é que o júri popular, composto por sete jurados, dure cerca de cinco dias.

Os réus são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, todos presos no Presídio Militar Romão Gomes. A acusação do Ministério Público aponta que Genauro teria conduzido a dupla até o local e auxiliado na fuga, enquanto Martins e Rodrigues teriam efetuado os disparos com fuzis. A defesa, no entanto, sustenta que os policiais são inocentes e que a investigação foi manipulada pela "banda podre" da Polícia Civil para proteger os verdadeiros mandantes, ligados ao PCC.

Antes da seleção dos jurados, os advogados dos réus concederam entrevista à imprensa. Cláudio Dalledone, que defende um dos acusados, afirmou que a defesa vai "desmascarar a opinião publicada". Já o advogado Mauro Ribeiro reforçou que "todos os réus não estavam em Guarulhos, não cometeram esse crime". A mãe do motorista morto, Aparecida Camilo, de 65 anos, também esteve presente e declarou esperar por justiça: "O meu filho estava trabalhando, era um filho maravilhoso e infelizmente eles tiraram a vida dele inocentemente".

Análise Editorial & Contexto

O início do júri popular dos três policiais militares acusados pela morte do delator Vinicius Gritzbach marca um capítulo crucial em um caso que expõe as complexas relações entre crime organizado, forças de segurança e o sistema de Justiça. A estratégia da defesa, que aponta para uma suposta manipulação da investigação pela Polícia Civil, insere um elemento de desconfiança institucional no centro do debate, comparando o caso ao da vereadora Marielle Franco. Do ponto de vista técnico, a alegação de que os réus não estavam em Guarulhos no momento do crime e a existência de provas materiais supostamente ignoradas pela acusação serão os pilares da tese defensiva, que busca semear dúvida razoável entre os jurados. O julgamento, que ocorre sob forte esquema de segurança e com a suspensão das demais audiências do fórum, evidencia a alta tensão e a relevância do caso para a opinião pública. A decisão dos sete jurados, que ouvirão 21 testemunhas e os interrogatórios, definirá não apenas o destino dos policiais, mas também a credibilidade das instituições envolvidas na apuração de um crime que chocou o país.

Fonte & Referência:Agência Brasil

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