Julgamento dos PMs acusados de matar delator do PCC começa em Guarulhos
O Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo, amanheceu sob forte esquema de segurança para o início do julgamento de três policiais militares acusados de participar do assassinato do empresário e delator Vinicius Gritzbach. O crime ocorreu em novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, e também vitimou o motorista de aplicativo Celso Novais, que passava pelo local. A previsão é que o júri popular, composto por sete jurados, dure cerca de cinco dias.
Os réus são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, todos presos no Presídio Militar Romão Gomes. A acusação do Ministério Público aponta que Genauro teria conduzido a dupla até o local e auxiliado na fuga, enquanto Martins e Rodrigues teriam efetuado os disparos com fuzis. A defesa, no entanto, sustenta que os policiais são inocentes e que a investigação foi manipulada pela "banda podre" da Polícia Civil para proteger os verdadeiros mandantes, ligados ao PCC.
Antes da seleção dos jurados, os advogados dos réus concederam entrevista à imprensa. Cláudio Dalledone, que defende um dos acusados, afirmou que a defesa vai "desmascarar a opinião publicada". Já o advogado Mauro Ribeiro reforçou que "todos os réus não estavam em Guarulhos, não cometeram esse crime". A mãe do motorista morto, Aparecida Camilo, de 65 anos, também esteve presente e declarou esperar por justiça: "O meu filho estava trabalhando, era um filho maravilhoso e infelizmente eles tiraram a vida dele inocentemente".


