← Voltar para BlueNews
Economia

Milei autoriza até US$ 5 bilhões em empréstimos junto a organismos internacionais

Medida busca aliviar custos da dívida argentina com garantias de organismos multilaterais.

G1 - Economia· Nacional· Por Thiago · BlueNews· 22 de junho de 2026
Texto
Compartilhar na BluelineWhatsApp
Milei autoriza até US$ 5 bilhões em empréstimos junto a organismos internacionais

Milei autoriza até US$ 5 bilhões em empréstimos junto a organismos internacionais

O governo da Argentina, liderado pelo presidente Javier Milei, autorizou a contratação de até US$ 5 bilhões em financiamentos com instituições internacionais apoiadas por organismos multilaterais de crédito, conforme decreto publicado nesta segunda-feira (22). A medida foi assinada por Milei, pelo ministro da Economia, Luis Caputo, e pelo chefe de gabinete, Manuel Adorni, com o objetivo de reduzir os custos da dívida do país por meio de empréstimos em dólar que contarão com garantias parciais desses organismos.

O decreto também permite que eventuais disputas relacionadas aos contratos sejam julgadas por tribunais de Nova York, enquanto estabelece que determinados bens do Estado argentino não poderão ser usados como garantia. Entre os ativos protegidos estão as reservas e contas do banco central, bens ligados à prestação de serviços públicos essenciais e receitas obtidas com impostos e royalties. A medida busca equilibrar a necessidade de financiamento com a proteção de setores estratégicos da economia.

O texto ainda autoriza as secretarias do Tesouro e de Finanças a definir as condições dos financiamentos, contratar as instituições envolvidas e administrar os instrumentos necessários para as operações. A iniciativa ocorre em um momento de desafios políticos para Milei, que se mantém no poder pela desorganização da oposição, mas enfrenta crises internas que podem afetar a execução da política econômica.

Análise Editorial & Contexto

A autorização de até US$ 5 bilhões em empréstimos representa uma estratégia do governo Milei para renegociar os termos da dívida externa, aproveitando garantias parciais de organismos multilaterais para reduzir os juros. A exclusão de ativos estratégicos, como reservas do banco central e receitas de serviços públicos, sinaliza uma tentativa de proteger setores sensíveis da economia argentina, mas também pode limitar a atratividade dos contratos para investidores. A escolha de tribunais de Nova York como foro para disputas reforça a busca por credibilidade internacional, embora exponha o país a riscos jurídicos externos. A medida, contudo, ocorre em um contexto de fragilidade política de Milei, que depende da desorganização da oposição para manter sua agenda de ajustes, o que pode comprometer a implementação efetiva dos financiamentos.

Fonte & Referência:G1 - Economia

Comentários0

Participe da conversa

Entre com sua conta BlueUniverse e ganhe 🪙 BlueCoin por comentários curtidos e destacados.